terça-feira, 8 de março de 2011

O amanhã...

Existem dias que acordamos cheios de incertezas, dúvidas e perguntas. O que vai acontecer? Os sábios dizem que o amanhã ainda não nos pertence. Então, por que sofremos por antecipação? Curiosidade? Seria esse o oitavo pecado capital? Mas, cá entre nós, após o crepúsculo é quase impossível não pensar em algo que bate a nossa porta.

Aflição versus insegurança! Briga de titãs no ringue da vida e que o resultado só mesmo Deus para saber. Se as escolhas feitas ao longo da nossa jornada foram às acertadas. O resultado: outras dúvidas. A profissão escolhida na adolescência com tanto amor. Será mesmo a executada? Anos a fio de estudos para quê? Os pedagogos afirmam que conhecimento sempre é aproveitado. Só que em certas situações são estudos que infelizmente serão desperdiçados. Afinal, para sobreviver é preciso adequação.

Por exemplo, uma advogada recém formada que não consegue emprego na área? Certo dia recebe uma proposta para trabalhar como vendedora em uma loja de sapatos. A jovem aceita. Claro, precisa pagar aluguel, supermercado, água, energia, etc e tal. Tudo que ela estudou sobre direito penal, (sua paixão), irá aplicar? Neste aspecto são conhecimentos que vão ficar atrofiados, pelo menos no período em que ela estiver como vendedora de sandálias, tênis, sapatilhas, entre outros itens para os pés.

As dúvidas não param por aí... E, quando os questionamentos não são da ordem profissional e sim da afetiva. Será que amo meu namorado, ou me acostumei com ele? Ou ainda; ele é meramente uma ilusão? Isso está parecendo comigo. Ixi! Às vezes, paro e penso que tudo foi resultado da minha imaginação... Oh, coisa fértil essa que surge na minha cabeça. Acredito que não só na minha, temos mania de idealizar as pessoas, ou ainda dar aquela ajeitadinha, bem típica do brasileiro tão acostumado a moldar as pessoas ao nosso modo.

Antes que chegue o amanhã me despeço de todos crendo que ele será mais lindo que hoje. Que ele não fique tão longe, tão frio e que não venha cheio de surpresas desagradáveis. Venha... sol nascer novamente no meu horizonte, venha renovar as minhas dúvidas.