sábado, 27 de julho de 2013

Chupa essa...


Ser traído, quem nunca foi que atire a primeira pedra. Claro que passar por essa situação não é nada agradável. Fingir não saber para em um momento bem oportuno pagar na mesma moeda? Ou descabelar-se e fazer aquele barraco? E, que tal seguir o dito cujo ou a dita cuja para ter provas concretas na hora de pedir uma explicação? Sinceramente todas essas alternativas são vias para um mesmo caminho: o fim de uma relação.

Mas, como diz as más línguas até o dia da “descoberta”, muitos por aí se fazem de desentendidos. Possessão, status, filhos... são algumas das justificativas para o famoso “vamos tentar mais uma vez”. Traição! Esse tema me caiu de paraquedas em um episódio muito interessante.

Após deixar a minha mãe na rodoviária de Goiânia para o seu retorno à cidade de Porangatu vou para o ponto de ônibus. Primeiro me passa o 270 lotaaado, que mesmo eu dando sinal me deixou a ver navios. Enfim, passo para o outro lado da rua, para esperar o ônibus da mesma linha, que só veio 10 minutos depois. Entro no ônibus e começo a pensar em nada. Dizem por aí que mente vazia é oficina do diabo, (hehehe) para mim no caso, a minha mente se abre como uma janela para observar personas...

- Muita calma nessa hora! - diz ao telefone um moreno, alto e forte que justamente, senta ao meu lado.

- Você é quem sabe – continua o papo.

A fala dele tinha um “q” de sensualidade e malandragem. Logo penso: é a namorada. Que nada! Pois, logo ele emenda:

- Olha já te expliquei, não dá para largar dela. Mas, eu fico com você e vamos ver no que vai dar! – sorri.

Nesse momento, tento disfarçar ao máximo olhando para o outro lado. Quando a suposta amante, provavelmente pergunta a ele como foi o último encontro:

- Só o ouro! Você é demais. Já estou com saudades – ele todo pavão cheio de sorrisos.

Logo começa a sessão de despedidas:

- Se desligar é porque meu celular descarregou, viu? - repete duas vezes.

Até a despedida final:

- Amanhã a gente conversa mais. Ah, quando eu trabalhar a noite você sabe pra onde eu vou, né? Beijos! – todo sorridente.

Não demora muito para que o pai de família a priori, mas que para mim não passava de um safado... Se tornasse ali dentro do ônibus “um conquistador barato”. Todo simpático começa a puxar conversa comigo. De praxe aquelas frases feitas:

- Nossa o ônibus está rápido, né?

- Sim – disse de forma ríspida.

Aí refleti rápido: nem conheço a mulher dele, para que julgamentos. Durante o trajeto não parava de conversar comigo. Por isso, descobri que ele é eletricista e que mora em um setor próximo ao meu. Antes, de descer do ônibus aproveitou para me fazer um convite:

- A sorveteria M & D é minha. Vem aqui qualquer dia tomar um sorvete! – todo galanteador.

Não respondo nem sim nem não. Enquanto ele desce do ônibus penso – já que o nome dele é Denílson será que a mulher dele “a traída” se chama Maria, Madalena, Milena, Marta, Morgana....