domingo, 11 de dezembro de 2016

Associação do Samba

“Vila! Nova!
Viiiiiiila Noooova”.

Eu e você queremos samba!
Juntos vamos ecoando súplicas...
Queremos: sim senhor! Pois, ele é alegria pura,
Faz senhoras dançarem num só remelexo,
Neném e caduco unificam os sorrisos.

O jovem curioso sente o surdo. Toca. Toca.
O booom boom da sua negritude.
Ei psiu!? Samba é bem mais que feijoada, mulata gostosa e pandeiro.
Samba é coração, libertação e união. É você e eu.
Por isso, vamos cantando essa melodia de um povo de luz.

Hummmm...E essa história ritmada!?
É só pra descrever um reduto digno da mais pura felicidade.
Universo que perpetua: dança, suor, sorrisos, caridade...
Mistura de gente atrevida que nunca deu um repique com os mestres cinquentenários do samba.
Todos com orgulho batendo no peito: ‘Eu sou o samba da Associação da Vila Nova’.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O doutor da produção cultural


Leo Bigode tem esse apelido desde a adolescência, devido a um bigodinho meio ralo, que tinha. Esse “meio” pseudônimo tornou-se a marca registrada do roqueiro Leonardo Ribeiro Monteiro Belém. Ele que é o fundador da Monstro Discos e do Goiânia Noise Festival. Hoje com 40 anos, casado e pai de 3 filhos ainda lida com o rock independente. Tudo começou quando ganhou um skate do pai, em 1988 e de forma espontânea passou a ouvir Ramones, fazer fanzines e a ser vocalista da Banda Jukes. Depois foi baterista nos Resistentes e Trissônicos, com isso o amor pelo rock foi crescendo de forma imensurável.

Goiânia Noise Festival completa 22 anos, com a marca de ser um dos festivais mais antigos do Brasil. A Monstro também obteve notoriedade e ambos foram notícias nos jornais: O Globo, Folha, Estadão e na revista Veja. Até parece mesmo que o destino estava traçado e que Leo Bigode não iria completar as duas faculdades que iniciou: Química e Biomedicina para ser tornar um doutor da produção cultural. E, assim ele segue a sua missão que é a de gerar conteúdo independente de mercado, de conceitos e do que é dito pela grande mídia.

“Se fosse pra encher o rabo de dinheiro eu tava fazendo sertanejo. Eu tava fazendo axé, eu tava produzindo outro tipo de música, que eu não gosto. Eu acho que a missão é fazer o que gosta e gerar esse conteúdo. É produzir banda. Tem um monte de maluco que acha legal, as coisas que faço. Então, a gente tem que produzir para esse público”, diz entusiasmado. Mas, o que faz encher os olhos do Leo Bigode - com aquela sensação de dever cumprido - é quando pessoas de outros grandes centros do país e do mundo fazem referência a Goiânia, como a cidade que tem o festival de rock e que tem um monte de bandas legais. “É super positivo e eu fico muito feliz de fazer parte disso”, complementa.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sem pestanejar e sem titubear











“Sem pressa
Sem preconceito
Sem precisão
Sempre sujeito...”

Falar do Brandão é quase o mesmo que ecoar canções. Esse fragmento (acima) é da música: “Sem Pressa”, composta por ele e o Uirá Paiva, que faz parte do DVD “Amostra Grátis”. Mente inquieta, Carlos tem uma infinidade de trabalhos, nos 48 anos dedicados a cultura. De Mossâmedes para o mundo, ele começou aos 17 anos a trabalhar com artes. Em sua descrição, diz: “sou compositor, cantor, jornalista e agitador cultural”. Será que é uma gradação, no sentido do que ele mais gosta de fazer? Devaneios da minha parte, Carlos Brandão também é torcedor do Vila Nova e apreciador de uma boa conversa regada com cerveja.

“Como gestor, dei a alma a espaços culturais como Martim Cererê e Goiânia Ouro. Como produtor; criei e produzi eventos como: o ‘Segunda Aberta’, ‘Primeira Audição’, etc. Fui contratado e trabalhei na produção de projetos como ‘Pixinguinha’, ‘Grito de Alerta’, ‘Goiânia Canto de Ouro’, ‘Fórum de Cultura do Estado de Goiás’, ‘Semanas Regionais de Integração Cultural’, ‘Revirada Cultural de Goiânia’, ‘FestCine Goiânia’, ‘Música no Ar’, ‘Balada Literária entre muitos. E como fazedor, tenho mais de 200 músicas gravadas por artistas de Goiás, Minas, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e França. Tenho um CD lançado, ‘Cai pro pau, gordin mané’, dois livros, ‘I Believe’ e ‘Uma ou duas coisas que esqueci de dizer”. Ufa! Realmente seria melhor perguntar o que ele não fez.

“Tudo que me meti a fazer fiz firmando boas parcerias, democratizando o acesso aos bens culturais, incluindo todos os segmentos artísticos, não fazendo panelas e, principalmente, trabalhando muito”. Assim, Carlos Brandão segue o seu show acreditando que as pessoas não precisam ter uma missão a cumprir. No caso dele nunca planejou nada, simplesmente foi fazendo. Por sorte a nossa, as coisas deram certo e pelo que senti vão continuar nesse ritmo.

sábado, 3 de setembro de 2016

Cria da criatividade e em prol dela

Décio Coutinho é analista do SEBRAE Goiás, gestor de projetos, professor, palestrante, curador, jurado... Enfim;a melhor de todas as definições é a de que a criatividade e a cultura permeiam as suas características, afinal são os temas que o envolve quase 24 horas, por dia. O paulista se redescobriu em terras goianas, por meio da oportunidade do programa “Cara Brasileira”: “nos anos 2000, eu acabei sendo tomado por essa questão da área da cultura e a partir daí eu passei a atuar dentro do SEBRAE. Estudar, pesquisar e me aprofundar no tema. A partir de então eu tomei a iniciativa de fazer um mestrado em Gestão do Patrimônio Cultural”.

Antes, a música era a única coisa que o envolvia de fato. Também sobrinho nada mais, nada menos que do músico Jorge Mautner tinha mesmo que cair de amores. “Ver toda essa rica produção e o momento histórico que o país passava. E, conviver um pouco com Jorge Mautner e também com Gil, Caetano e outros fizeram uma diferença muito grande em minha formação”. Na juventude inquieta que teve passou pela graduação de Engenharia Civil, Contabilidade até chegar à de Administração e resolver, que era hora de aquietar-se e concluir um curso.

No encontro profundo com o universo cultural, Décio percorreu sua jornada e foi colhendo frutos. Dentre eles, o convite para assumir a Coordenação de economia criativa do SEBRAE Nacional, nos anos de 2008 e 2009. Além disso; “tive uma importante experiência de 2011 a 2014, na Secretaria de Estado da Cultura de Goiás onde eu pude aprender um pouco do olhar do governo para essa área e das políticas públicas para essa área”.

Hoje atua como ponte, ou seja, elo de comunicação entre os empreendedores da economia criativa de Goiás e o SEBRAE. “Minha principal missão é a de apoiar e de articular soluções para as pessoas que trabalham com cultura e criatividade dentro do estado”. Com isso, Décio segue dando maior visibilidade para a cultura goiana e para essa rica produção. Ele e os artistas, em busca de um caminho importante para transformar a economia criativa, em um eixo de desenvolvimento para todos.


sábado, 27 de agosto de 2016

O palhaço transformador de vidas


Maneco Maracá nasceu para o picadeiro, para o riso e para os aplausos. O garoto peralta foi batizado como Valdemir de Souza, mas se encontrou como “Maneco” – afinal, com esse apelido cheio de carga positiva se fez artista. O palhaço que brotava dentro de si já aos 4 anos de idade, ganhou notoriedade e prêmios como: “Troféu Sociedade Goiana”, na 11º edição do lançamento de Agenda Sociedade Goiana como destaque cultural, em 2008. Nesse mesmo ano, recebeu do Governo de Goiás e do Conselho Estadual de Cultura o “Diploma de Destaque Cultural”. Em 2010, a “Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira”. Honrarias essas, que não tiraram a simplicidade do incansável operário da cultura.

Maneco é filosofo, diretor circense, ator, educador popular, produtor e pesquisador cultural. A sua arte já atingiu e contagiou milhares de pessoas. O chamado para a área da cultura surgiu nas rodas de prosas e de cantorias entre a família e os amigos, ainda na infância. Mas, a grande guinada na área se deu em 1994, quando ele mudou-se para Goiânia, com a sua companheira Seluta Rodrigues - na época ela já fazia parte de movimentos sociais e do Grupo teatral “Pau-a-Pique” – juntos, tornaram mais audaciosos e fortes, o que resultou no então Grupo de Teatro Laheto, que mais tarde se transformaria no Circo Laheto.

“Amanheço, tomo café, almoço, janto, durmo e passo os finais de semana, feriados pensando, admirando a arte de fazer circo e transformar vidas”. É por esse foco e dedicação, que já encabeçou centenas de projetos. Coordenou o projeto “Arte, Circo e Cidadania”; dirigiu os espetáculos: “História de Goiás no Picadeiro, “Acroloucos”, “Magia e Estripulia”; integrou como palhaço o Grupo “Trupizada”; foi conselheiro municipal de cultura (representando as artes cênicas) e da programação da TV UFG. Além de ter sido presidente da Associação das famílias e artistas circenses (ASFACI). Hoje, com 51 anos segue firme com os compromissos no Circo Laheto e ainda é conselheiro municipal de cultura (Humanidade e abrangência cultural) e integra a rede circo do mundo. Ufa!O palhaço Maneco é mesmo muito versátil.

“Viver de arte e cultura significa fazer malabarismo com a própria sobrevivência e ter habilidades para aprender e desempenhar várias funções, desta forma posso dizer que sou gestor, produtor, fazedor de cultura, ator e palhaço”, não disse!? O mais interessante dessa história é a consciência social dele. “Minha missão é desenvolver com eficácia as ações socioeducativas, através da arte circense para que auxiliem as classes menos favorecidas e marginalizadas pela sociedade”, complementa.

Na visão do artista Maneco a arte e a cultura fazem parte do recheio e o tempero das relações humanas. Afinal; sem a sensibilidade não seríamos humanos. A vida sem a arte e a criatividade seria só calmaria e monotonia. O povo sem cultura: um mero produto! Por tudo isso, devemos nos elevar e dar uma salva de palmas para esse ícone do Circo Laheto, pois ele tem contribuído de forma significativa para a preservação da cultura goiana e para a transformação e a inclusão de crianças e adolescentes.

domingo, 26 de junho de 2016

Arraia de samba e muita alegria


Ôh, meu santo Antônio... não deixe o samba morrer! Não deixe o samba acabar. A Vila foi feita de samba, de samba pra gente sambar. Mistura de ritmos musicais e de gente de todas as idades, porém constituídas da mesma alegria. Esse foi o Arraia da Associação do Samba da Vila Nova ocorrido, no último dia 25 de junho. O bar do Gaúcho foi o palco para os vários artistas, na roda de samba mais junina nunca vista antes, no setor de Goiânia.

Graça, sorrisos, palmas de um público caracterizado de chapéu, roupas em estampas de xadrez e muito samba no pé. Festa democrática com direito a milho cozido, paçoca de carne seca, pipoca, canjica, pé de moleque... Comidinhas feitas com bastante carinho pelos associados e distribuídos, gratuitamente, aos presentes.

A professora e terapeuta Cleide Mocó que conheceu pela primeira vez uma festa da Associação do Samba da Vila Nova irradiava alegria, enquanto dançava. “Eu adorei essa junção do junino com o samba, pois traz muita alegria e harmonia. Essa festa é transcendental”.

Cleide parabeniza a iniciativa e disse que dá todo o apoio necessário para a associação. “Espero que todo povo goianiense ajude a fortalecer essa organização. Pois, Goiás não é só sertanejo. Aqui tem muita gente negra ou não, que gosta do samba. Falta só oportunidade de colocar para fora essa raiz e essa alegria, que é o samba”, disse entusiasmada.

Beto Sales, Bruno Costa, BabySom, Fausto Feliz, entre outros artistas animaram o arraia, com forró, baião e claro muito samba. Os cantores iam revezando. A roda de percussionistas ecoava sons, sorrisos e companheirismo. Só que o mais feliz de todos ali, era o Fausto Feliz. Não pense que o sobrenome adjetivado veio com a carreira artística. É de nascença mesmo, como dizemos.

Fausto Feliz tem a raiz no samba. Vive o samba e para o samba. Afirma que é difícil fazer esse estilo musical em Goiás, que ganha notoriedade nacional pelo sertanejo. “Tudo bem que o sertanejo é âncora, mas o samba também é muito bem aceito”.

Sobre a Associação do Samba ele disse que demorou conhecer a Vila Nova e hoje se sente em casa, mais precisamente no quintal da casa dele. “Hoje eu vim com outro histórico, outro repertório, pois era quadrilha. Mas, aí pediram para eu fazer um samba, que é minha praia e deu nisso aí: só alegria”.

Cai cai balão. Cai cai balão aqui na minha mão... Vovó não quer casca de coco no terreiro. Pra não lembrar do tempo do cativeiro. Vila Nova é assim: união de ritmos que elevam a alma de qualquer um.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O samba mora na Vila Nova


Sou grata ao samba. Pois, ele é axé, sorriso e suor. Quando o ritmo ecoa é festa entre iguais num mesmo barracão. Sinergia capaz de elevar a alma de qualquer vivaz. Quem disse que tudo isso só existe no Rio de Janeiro? O Mercado da Vila Nova - setor tradicional de Goiânia-GO - é puro samba, o ano todo!

Então; cresci em meio a folia de fevereiro. Pequenina me deram a fantasia de princesa, para um desfile de salão. Já adolescente, quis me vestir de mim mesma e deleitar no carnaval de rua de Porangatu (melhor de Goiás na década de 1990). Nessa cidade que cresci, acompanhei por anos o festejo da alegria irradiada por meio da junção entre nativos e turistas. Quase uma carnavalesca estava há dois anos sem dar o ar da graça: no salão, trio elétrico ou avenidas.

Sábado de carnaval no Mercado da Vila Nova, entro novamente neste universo e meus olhos borbulham de curiosidade. Gente da gente passando ao redor. Crianças serelepes indo ao encontro dos pais. Senhorinhas sambando na cara da sociedade e cadeirantes pulando de satisfação. Artistas no palco em meio a mais de 20 instrumentistas com: pandeiro, reco-reco, xequerê e tantos outros. O coração pulsava e ali me realizava, simplesmente, por compartilhar com a multidão e os pares a festa que é viver.

A presidente da Associação do Samba e também parceira do projeto “Arte e Movimento”, Luzeni dos Santos diz que fica impressionada como tudo dá certo naquele espaço de convivência (mercado da Vila) e como a energia é boa. “Depois do evento ainda paira no ar uma alegria que é contagiante e uma esperança de que estamos no caminho certo de ser um elo integrador para a disseminação do samba“, complementa.

Associação

Surgiu de um papo entre amigos a ideia de levar o samba para as pessoas. A união entre músicos profissionais e outros com uma vontade enorme de burilar algum instrumento. Gente, como “João“ que mora na Vila União e que anda léguas para tirar sons do sua timba. Gente que a priori seria escarnecida de incapaz e que dá um show de batidas ritmadas e sorrisos entusiasmados. Isso é mágico!

Em maio de 2014, foi elaborada a proposta de estatuto para a associação. “Éramos dez músicos e alguns associados. Todos pagavam uma mensalidade de dez reais para custear as despesas... como não tínhamos um sistema de cobrança suspendemos as mensalidades, temporariamente. Hoje a associação tem 25 músicos, entre profissionais, aprendizes e associados” diz Luzeni.

O carnaval no Mercado da Vila começou em 2015, com o projeto Arte e Movimento, sob a coordenação do historiador e músico Fernando Viana, que depois, chamou a Associação para ser parceira. Enfrentadas as dificuldades da falta de estrutura e apoios, a perspectiva é de que os desafios diminuam via maior aceitabilidade do público. Mas, isso é questão de tempo até mesmo porque o espaço do samba já nasceu democrático. Lá é possível ver pessoas famosas ligadas a música goiana no mesmo caldeirão de paz e harmonia com outras pessoas tão simples, mas tão cheias de amor no coração e de samba no pé.

“Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De samba pra gente sambar... “
(Aloísio Silva e Edson Gomes da Conceição)



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Carnaval muito além de confetes e serpentinas


Pelas ruas de Goiânia, as pessoas andam cada vez mais apressadas e, infelizmente, muitas até esquecendo-se de apreciar o canto dos pássaros ou o crepúsculo, que brota nas janelas. A arte é tão rica de surpresas; que é capaz de quebrar rotinas, tristezas e sistematizações. POR ACASO é o sentir, o tocar e o ouvir dentro e para a cidade. É junção de raças e cores. É alegria! E, no carnaval é também confetes, serpentinas, purpurinas e o abraço acalentador capaz de romper barreiras e preconceitos.

Quem esteve presente na intervenção cultural realizada pela Casa Corpo, Por Quá? Vida Seca e LaBamba Sonorizações, no dia 6 de fevereiro, no CEPAL do Setor Sul pode ver velhinhos e crianças sorridentes, jovens descolados e moradores de rua vivenciando a arte. O evento foi à prova viva que bailarino e músico não estão em nenhum patamar elevado. Eles também fazem parte do público. Como a platéia pode se tornar parte de uma cena artística.

O ator baiano Jarbas Trindade, mora em Goiânia há 4 anos e pela primeira vez participou de uma tarde de improviso do POR ACASO. Ele disse que nunca tinha sentido uma energia, capaz de levá-lo para outro mundo como a que sentiu quando dançou. “Eu estava sentadinho ali, já me aquecendo e esperava um olhar. Pois, o ator chama o outro pelo olhar e aquela bailarina me tocou pelo olhar e isso me instigou. O convite foi certo, na hora certa e eu senti a energia que ela estava passando pra mim.”

O POR ACASO – tardes de improviso “Temporão” além de danças teve muita música boa! As batidas e sons típicos do carnaval com ousadia e experimentação. O trompetista, Jeferson Rocha, disse que vive de fazer música contemporânea. “O grupo se expressa através do mundo. A reciclagem vira música. O Vida Seca é reciclagem em si”, complementou.

Para a organização; ver as pessoas alegres e dançantes é a finalidade do projeto. “Afinal, esse tipo de intervenção é para mostrar que festa na rua é acessível. É uma festa da paz. A gente quer deixar as ruas livres para as pessoas que querem se divertir”, disse o produtor e dançarino Hilton Júnior.