Postagens

Brumadinho

Imagem
A lama? Levou sonhos. Tingiu de marrom o rio doce. Toda Brumadinho enterrada pela Vale. Mar de irresponsabilidades e ganância. Mutilou a esperança juvenil E, causou uma dor imensurável. Cadê os peixes? Os jardins? Hortas? Currais... Os pássaros de lá não cantam como antes O Paraopeba tem dificuldade de respirar. Infelizmente... A mão dura do homem atrás de ferro Dilacerou famílias e fez sangrar a alma de todos.

O agora é onde tudo acontece

Imagem
"O paraíso não é um lugar. É um breve momento que conquistamos". (Mia Couto) O passado já passou. A única coisa que ele nos traz são memórias e lições. Verdadeiras provas de que podemos agir de maneira mais cautelosa e sabiamente no nosso cotidiano e nas tomadas de decisões, que temos para hoje. O amanhã pode até ser planejado, porém ele nunca será como imaginamos um dia. Definitivamente entenda: somos o agora! É nesse raro momento que temos controle sobre as nossas ações e atitudes.   Pensamentos nostálgicos? Faz parte do universo dos românticos e boêmios. O amanhã? Como já diziam os meus antepassados: "o amanhã a Deus pertence". Ansiedades futuras? Para que mesmo? Saiba que de nada adiantará, não podemos antecipar os nossos dias em um simples toque, como em um programa de edição de vídeo. Voltar atrás em um erro cometido, uma palavra mal colocada só se for para não machucar outra pessoa no dia de hoje.   Meses atrás li o livro  "O poder do Ag...

Elixir único

Imagem
É chegada a hora de calar Chega de suplicar e implorar Se eu enxergo seu poder Outro alguém há de ver Mas, cada um tem o tempo certo A medida exata está em ti Muitos se perdem em explicações inexplicáveis Existirá o momento do enxergar e do entender Sensações de purificação Transformações como um elixir único hão de existir

Ninguém me vê

Imagem
Gritar, espernear não irá adiantar. Pois ninguém me toca como você Só você é capaz de me entender Sua face reflete em mim A luz que irradia ilumina caminhos tortuosos Muitas vezes insistimos Até sangrar e doer à alma Mas, sua misericórdia – só ela é capaz de curar as mais profundas dores Ninguém me vê como você me vê Algo tão palpável aos olhos de qualquer um

Luz às trevas

Imagem
Andar, cair e ter fé para me elevar Assim é o caminhar de quem crê em dias melhores Dias de tristezas se vão... Pessoas egocêntricas e cheias de achismos são tocadas... uma pena que tarde demais A fé move, remove e serve de acalanto! Só Deus para segurar firme em nossas mãos Tempestades se tornam evolução Abismos servem de escadas para a elevação Dores ficam nos caminhos antes traçados Coração apertado acreditando que nossas convicções são as melhores Só que o melhor há de vir Basta acreditar piamente e fechar os olhos Existe somente alguém que é capaz de curar as feridas Esse ser vive em nós Esquenta a alma e esfria relações Espírito de luz que nos guia Trilhas que persistimos se fecham Incompreensões e lágrimas É preciso crer no possível O sorriso puro de uma criança A unha lascada de quem te toma em um abraço Aperto, afago e abraço apertado! Incompreendida até serei. Julgada e maltratada também. Mas, só o pai me trará o conforto. Só ele é capaz de dar lu...

Artistas de rua seres humanos especiais e elevados

Imagem
Existem muitos papeis que podemos assumir na vida. Só que nem todos são iguais e isso resulta automaticamente no ser ou não feliz. Há um papel que devemos trabalhar arduamente para não “interpretá-lo” que é o papel de vítima. São inúmeros fatores que nos levam vestir essa armadura. Históricos de quedas, decepções ou mesmo falta de oportunidade, mas nada justifica esse tipo de postura. Afinal, como os pássaros que trazem bons ventos e encantamento para aqueles que assumem o protagonismo de suas vidas. Para os que em algum momento de fragilidade se tornam vítimas passando a apresentar atitudes tóxicas, ou seja, transmitem grande quantidade de energia negativa, porque sua atitude é marcada pelo pensamento negativo ocorre a revoada. As pessoas que se posicionam no papel de vítimas buscam sempre alguém ao algo para resgatar da desgraça que estão vivendo ou passando. São pessoas que têm uma visão distorcida da realidade, pois idealizam a vida dos outros e não observam com objetividade sua ...

Eloá Nunes

Imagem
Artista em todo sentido da palavra. Eloá Nunes é um furacão fervilhando. Uma hora se realiza no palco cantando, em outras se vê encenando, outras escreve, pinta, declama. Teatro, livro ou música? Todos juntos porque não!? Eloá significa Deus em hebraico e os dons a ela se fazem presente, por liberação do céu. Para quem não a conhece uma breve descrição: ela é daquelas mulheres de cabelo cada vez mais curto, porém sorriso cada vez mais largo. Levada, impulsiva e autêntica! Essa é a Eloá. Voltando no tempo, enquanto menina ela sempre esteve envolvida nas artes. Mas, nunca viu como carreira. Lembra-se rodeada por vinis, os do Beatles eram os preferidos. Independente dos estilos musicais, Eloá diz que gosta da batida, gosta da música em si. Pois, sente a necessidade de expressar-se. “Eu escrevo bastante. Eu penso bastante. Eu sou uma pensadora. Eu gosto de pensar. Talvez, seja por isso que tenha conseguido tocar violão e cantar de forma autodidata”. Eloá vai seguindo o seu barquinho s...

Artesanato: oxigênio para a vida

Imagem
André Franco é filho mais velho do artista plástico Siron Franco. Apesar de ter vivenciado as artes plásticas desde muito cedo, nunca quis se atrever aos pincéis. “Primeiro precisa ter muito talento e eu não sei pintar nem uma árvore, graças a Deus! ” Na concepção do pai dele, todo gênio tem que ser desestimulado. Por isso, não teve nenhum tipo de pressões para seguir os mesmos passos. André, menino curioso, ficava era encabulado com a quantidade de quadros espalhados por todo o apartamento que moravam em Goiânia, na Alameda das Rosas. “Até no banheiro de empregada tinha e eram mais de 150, porque um dia eu contei um por um. ” Já que se dizia não ter talento para as telas aceitou o chamado para jogar futebol de salão e pelo clube Jaó representou Goiás, em campeonatos brasileiros. Logo depois se apaixonou por xadrez e passou a dedicar-se a isso, por quase uma década. “Fui tricampeão goiano, na minha faixa etária infantil”. A música também foi um chamariz, com 8 anos ouvia MPB e se ap...

Mestre da arte de restaurar

Imagem
Deolinda Taveira é pura simpatia. Carioca de nascimento e goiana de coração. Ela é bacharel em Pintura e especialista em Conservação de Bens Móveis, pela Escola de Belas Artes da UFRJ; é também especialista em Gestão do Patrimônio Cultural Integrado - ITUC - AL Cátedra UNESCO pela UFPE. Em 1985, após aprovação em concurso público passou a atuar como restauradora de museus. Na prefeitura de Goiânia, por duas vezes foi diretora do Museu de Arte de Goiânia e no Estado de Goiás, junto a Secretaria de Estado da Cultura foi superintende de patrimônio histórico e artístico e atualmente é gerente de patrimônio artístico e cultural na Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Jovem resolveu prestar vestibular para Arquitetura, no Rio de Janeiro e no meio do caminho passou a frequentar um atelier de pintura em Niterói. “A vontade de mexer com os pinceis e as tintas foi maior e quando dei por mim estava na EBA – UFRJ”. Durante o curso, ela foi apresentada a conservação e a restauração de ben...

O incansável remador cultural

Imagem
Eduardo de Souza é ator, diretor e professor de teatro. Formado em Psicologia e Artes Cênicas, não parou por aí. Atualmente, estuda também Jornalismo Político. Além disso, apresenta o quadro “Arte e Cultura” do programa Mega Profissionais e é diretor do teatro “Madre Esperança Garrido”. Orgulha-se de seguir nesse universo das artes, ou seja, um eterno apaixonado pelo que faz. Tudo começou com as peças teatrais que montava em sua casa, na periferia de Goiânia e tendo como plateia a própria família e os vizinhos. Migrou do palco de sua residência, para as telinhas globais, Eduardo fez uma participação na novela “O Rei do Gado” e não parou mais... “Eu acredito num mundo melhor através da arte. Ela é o instrumento que consegue penetrar nos espaços mais rígidos e mais inóspitos. A arte é um dom de Deus e é por isso que utilizo e sigo acreditando, que muito ainda podemos fazer”. O que Eduardo tem de utópico, ele tem de realista. Afinal, diz que a missão do artista não é fácil. “A cada dia...

Artista de inúmeros palcos

Imagem
Flávia Cruvinel é sorriso fácil. É força e é ação em prol da cultura. Aos 7 anos começou a dançar e logo depois foi estudar música. Aos 20 iniciou a carreira como professora de violão e não parou mais. Hoje é Pró-Reitora Adjunta de Extensão e Cultura/Coordenadora Geral de Cultura da Universidade Federal de Goiás. É ainda educadora musical, pesquisadora, violonista, mestre em música, gestora e produtora cultural. Dentre tantos eventos; fez a produção executiva do “Goiânia em Cena” (2006-2008), “I Goiânia Ópera Festival” (2008), Série Música Consciente (2012-2013), Série Músicas e Série Todas as Artes (desde 2012 até o presente momento), “Brazilian Kaleidoscope” - Concerto de Encerramento da ISME - International Society of Musical Education (Thessaloniki, Grécia 2012) Concerto de Abertura da ISME - International Society of Musical Education (Porto Alegre, 2014), La Bomba Latina CCUFG (2014), TEIA em parceria com o MinC (2014). Foi idealizadora e coordenadora de um projeto que se org...

Congadeira arretada

Imagem
Valéria da Congada é goianiense,casada,mãe de duas filhas... Nesta descrição o mais imprescindível é dizer que ela vem de uma família muito rica em cultura popular e de matriz africana. Os pais dela ensinaram a dança dos pretos: a congada e os preceitos religiosos da umbanda e do candomblé. “Sou yalorisa do Ile Asé Vovó Ti Yemonjá - Nação omoloko”. Orgulha-se de fazer parte da única congada de Goiânia, com terreiro. Estudante de pedagogia, também é filha de embaixador de folia de São Sebastião e de Santos Reis. Em 08 de maio de 1971, nascia à congada “Irmandade 13 de maio”, desde sempre Valéria arregaça as mangas e faz de um tudo para manter essa tradição viva. “Tudo é feito artesanalmente, como: os instrumentos que são os tambores ou as caixas de congo, adereços dos cangadeiros, que chamamos de capacetes. Além disso, tem as bandeirinhas, os chapéus, as cartolas - todos confeccionados a mão, do bordado aos enfeites”, explica. Todo o conhecimento também é repassado para as novas ger...

Associação do Samba

Imagem
“Vila! Nova! Viiiiiiila Noooova”. Eu e você queremos samba! Juntos vamos ecoando súplicas... Queremos: sim senhor! Pois, ele é alegria pura, Faz senhoras dançarem num só remelexo, Neném e caduco unificam os sorrisos. O jovem curioso sente o surdo. Toca. Toca. O booom boom da sua negritude. Ei psiu!? Samba é bem mais que feijoada, mulata gostosa e pandeiro. Samba é coração, libertação e união. É você e eu. Por isso, vamos cantando essa melodia de um povo de luz. Hummmm...E essa história ritmada!? É só pra descrever um reduto digno da mais pura felicidade. Universo que perpetua: dança, suor, sorrisos, caridade... Mistura de gente atrevida que nunca deu um repique com os mestres cinquentenários do samba. Todos com orgulho batendo no peito: ‘Eu sou o samba da Associação da Vila Nova’.

O doutor da produção cultural

Imagem
Leo Bigode tem esse apelido desde a adolescência, devido a um bigodinho meio ralo, que tinha. Esse “meio” pseudônimo tornou-se a marca registrada do roqueiro Leonardo Ribeiro Monteiro Belém. Ele que é o fundador da Monstro Discos e do Goiânia Noise Festival. Hoje com 40 anos, casado e pai de 3 filhos ainda lida com o rock independente. Tudo começou quando ganhou um skate do pai, em 1988 e de forma espontânea passou a ouvir Ramones, fazer fanzines e a ser vocalista da Banda Jukes. Depois foi baterista nos Resistentes e Trissônicos, com isso o amor pelo rock foi crescendo de forma imensurável. Goiânia Noise Festival completa 22 anos, com a marca de ser um dos festivais mais antigos do Brasil. A Monstro também obteve notoriedade e ambos foram notícias nos jornais: O Globo, Folha, Estadão e na revista Veja. Até parece mesmo que o destino estava traçado e que Leo Bigode não iria completar as duas faculdades que iniciou: Química e Biomedicina para ser tornar um doutor da produção cultura...

Sem pestanejar e sem titubear

Imagem
“Sem pressa Sem preconceito Sem precisão Sempre sujeito...” Falar do Brandão é quase o mesmo que ecoar canções. Esse fragmento (acima) é da música: “Sem Pressa”, composta por ele e o Uirá Paiva, que faz parte do DVD “Amostra Grátis”. Mente inquieta, Carlos tem uma infinidade de trabalhos, nos 48 anos dedicados a cultura. De Mossâmedes para o mundo, ele começou aos 17 anos a trabalhar com artes. Em sua descrição, diz: “sou compositor, cantor, jornalista e agitador cultural”. Será que é uma gradação, no sentido do que ele mais gosta de fazer? Devaneios da minha parte, Carlos Brandão também é torcedor do Vila Nova e apreciador de uma boa conversa regada com cerveja. “Como gestor, dei a alma a espaços culturais como Martim Cererê e Goiânia Ouro. Como produtor; criei e produzi eventos como: o ‘Segunda Aberta’, ‘Primeira Audição’, etc. Fui contratado e trabalhei na produção de projetos como ‘Pixinguinha’, ‘Grito de Alerta’, ‘Goiânia Canto de Ouro’, ‘Fórum de Cultura do Estad...

Cria da criatividade e em prol dela

Imagem
Décio Coutinho é analista do SEBRAE Goiás, gestor de projetos, professor, palestrante, curador, jurado... Enfim;a melhor de todas as definições é a de que a criatividade e a cultura permeiam as suas características, afinal são os temas que o envolve quase 24 horas, por dia. O paulista se redescobriu em terras goianas, por meio da oportunidade do programa “Cara Brasileira”: “nos anos 2000, eu acabei sendo tomado por essa questão da área da cultura e a partir daí eu passei a atuar dentro do SEBRAE. Estudar, pesquisar e me aprofundar no tema. A partir de então eu tomei a iniciativa de fazer um mestrado em Gestão do Patrimônio Cultural”. Antes, a música era a única coisa que o envolvia de fato. Também sobrinho nada mais, nada menos que do músico Jorge Mautner tinha mesmo que cair de amores. “Ver toda essa rica produção e o momento histórico que o país passava. E, conviver um pouco com Jorge Mautner e também com Gil, Caetano e outros fizeram uma diferença muito grande em minha formação”. ...

O palhaço transformador de vidas

Imagem
Maneco Maracá nasceu para o picadeiro, para o riso e para os aplausos. O garoto peralta foi batizado como Valdemir de Souza, mas se encontrou como “Maneco” – afinal, com esse apelido cheio de carga positiva se fez artista. O palhaço que brotava dentro de si já aos 4 anos de idade, ganhou notoriedade e prêmios como: “Troféu Sociedade Goiana”, na 11º edição do lançamento de Agenda Sociedade Goiana como destaque cultural, em 2008. Nesse mesmo ano, recebeu do Governo de Goiás e do Conselho Estadual de Cultura o “Diploma de Destaque Cultural”. Em 2010, a “Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira”. Honrarias essas, que não tiraram a simplicidade do incansável operário da cultura. Maneco é filosofo, diretor circense, ator, educador popular, produtor e pesquisador cultural. A sua arte já atingiu e contagiou milhares de pessoas. O chamado para a área da cultura surgiu nas rodas de prosas e de cantorias entre a família e os amigos, ainda na infância. Mas, a grande guinada na área...

Arraia de samba e muita alegria

Imagem
Ôh, meu santo Antônio... não deixe o samba morrer! Não deixe o samba acabar. A Vila foi feita de samba, de samba pra gente sambar. Mistura de ritmos musicais e de gente de todas as idades, porém constituídas da mesma alegria. Esse foi o Arraia da Associação do Samba da Vila Nova ocorrido, no último dia 25 de junho. O bar do Gaúcho foi o palco para os vários artistas, na roda de samba mais junina nunca vista antes, no setor de Goiânia. Graça, sorrisos, palmas de um público caracterizado de chapéu, roupas em estampas de xadrez e muito samba no pé. Festa democrática com direito a milho cozido, paçoca de carne seca, pipoca, canjica, pé de moleque... Comidinhas feitas com bastante carinho pelos associados e distribuídos, gratuitamente, aos presentes. A professora e terapeuta Cleide Mocó que conheceu pela primeira vez uma festa da Associação do Samba da Vila Nova irradiava alegria, enquanto dançava. “Eu adorei essa junção do junino com o samba, pois traz muita alegria e harmonia. Essa ...

O samba mora na Vila Nova

Imagem
Sou grata ao samba. Pois, ele é axé, sorriso e suor. Quando o ritmo ecoa é festa entre iguais num mesmo barracão. Sinergia capaz de elevar a alma de qualquer vivaz. Quem disse que tudo isso só existe no Rio de Janeiro? O Mercado da Vila Nova - setor tradicional de Goiânia-GO - é puro samba, o ano todo! Então; cresci em meio a folia de fevereiro. Pequenina me deram a fantasia de princesa, para um desfile de salão. Já adolescente, quis me vestir de mim mesma e deleitar no carnaval de rua de Porangatu (melhor de Goiás na década de 1990). Nessa cidade que cresci, acompanhei por anos o festejo da alegria irradiada por meio da junção entre nativos e turistas. Quase uma carnavalesca estava há dois anos sem dar o ar da graça: no salão, trio elétrico ou avenidas. Sábado de carnaval no Mercado da Vila Nova, entro novamente neste universo e meus olhos borbulham de curiosidade. Gente da gente passando ao redor. Crianças serelepes indo ao encontro dos pais. Senhorinhas sambando na cara da soci...

Carnaval muito além de confetes e serpentinas

Imagem
Pelas ruas de Goiânia, as pessoas andam cada vez mais apressadas e, infelizmente, muitas até esquecendo-se de apreciar o canto dos pássaros ou o crepúsculo, que brota nas janelas. A arte é tão rica de surpresas; que é capaz de quebrar rotinas, tristezas e sistematizações. POR ACASO é o sentir, o tocar e o ouvir dentro e para a cidade. É junção de raças e cores. É alegria! E, no carnaval é também confetes, serpentinas, purpurinas e o abraço acalentador capaz de romper barreiras e preconceitos. Quem esteve presente na intervenção cultural realizada pela Casa Corpo, Por Quá? Vida Seca e LaBamba Sonorizações, no dia 6 de fevereiro, no CEPAL do Setor Sul pode ver velhinhos e crianças sorridentes, jovens descolados e moradores de rua vivenciando a arte. O evento foi à prova viva que bailarino e músico não estão em nenhum patamar elevado. Eles também fazem parte do público. Como a platéia pode se tornar parte de uma cena artística. O ator baiano Jarbas Trindade, mora em Goiânia há 4 anos...