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O cavalo é especial para muitos da APAE

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O brilho no olhar e a alegria no semblante do garoto Thiago deixa evidente a satisfação que ele tem quando está em cima do cavalo. Quem o vê com essa auto-estima tão elevada, percebe que ali do alto do seu imaginário ele até esquece os momentos que pessoas preconceituosas o nivelaram para baixo. Thiago nos dá uma lição: de que somos todos iguais, independente das diferenças. Thiago faz a equoterapia uma vez por semana. Acompanhado da fisioterapeuta e da pedagoga faz um tratamento complementar de apoio a reabilitação física e mental. “Eu já acostumei com o animal. Gosto muito de andar de cavalo”, disse Thiago Siqueira Pereira. O garoto de 7 anos faz equoterapia desde o início do projeto, dia 9 de agosto de 2010. Segundo a fisioterapeuta, Rosemeire Trevisan, ele melhorou muito o equilíbrio e principalmente a coordenação motora. Ao andar, o cavalo faz com que a pessoa que o monta execute, mesmo que involuntariamente, movimentos tridimensionais horizontais (direita, esquerda, frente ...

Saudades de um jovem sonhador

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Chego ao meu destino. Tomo fôlego e bato palmas. Em minha direção caminha devagar uma jovem que aparenta 18 anos, de bermuda jeans curta, blusinha clara e olhar cabisbaixo. Pergunto a ela se a mãe do Mayêdo está. Ela responde que sim e me chama para entrar. Apresento-me, ela também e sorrimos juntas; pois temos o mesmo nome: Amanda. Antes de entrar para a sala de visitas conheço João Gabriel. Ele vem correndo com os pezinhos descalços. Pára e olha todo sorridente; nem a chupeta azul na boca é capaz de esconder sua simpatia. De imediato percebo que é o filho do Mayêdo, pois herdara uma das principais características do pai, o sorriso. Sento no sofá e aguardo Dona Têcla. Enquanto isso, João Gabriel ronda curioso, aproxima mais e tenta tirar as pedrinhas verdes da minha sandália. O único momento que fica meio retraído é quando ganha de mim um beijo no rosto. Afasta-se, fica vermelho e esconde-se nos braços da mãe. Amanda teve João Gabriel, há 1 ano e 3 meses. Quando perguntei por q...

Início

O fim pode ser doce ou amargo. Pode ser a navalha que corta até sangrar como também um grito de puro êxtase dado após uma conquista. A vida é assim cheia de fins. Fim das estações. De uma gestação. O final do namoro, do noivado, do casamento é regado de choro e até desespero. Como recomeçar? Mas, existe o oposto: a alegria do réveillon. Coincidências ou não um novo recomeço. Fim....

Irmandade Cereana

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O expediente de mais uma sexta-feira chega ao fim. Eurípedes, animado, fecha a porta e despede-se de sua secretária. Uma semana produtiva, pois, os serviços e despachos que a Secretaria de Transportes de Porangatu necessitavam foram feitos. Retornar ao serviço só se o prefeito Trajano o solicitasse. Ao chegar a casa, Eurípedes, beija a esposa e corre para o telefone. O programa de fim de semana já estava todo arquitetado, só faltava a confirmação dos companheiros. De longe, ela o ouve falar que cada um deveria levar um litro de cachaça. - Meu bem pega a garrafa térmica pra mim. Ah, por favor, não esquece aquela vara que gosto tanto. - Sim, mas você volta quando? - Conceição pergunta ressabiada. - Volto domingo. - Não esqueça que você trabalha na segunda, hein?! - Tudo bem. – Responde com um sorriso largo. Depois de uns 20 minutos Eurípedes estava pronto. Afoito, despede-se da mulher e segue para mais uma pescaria no Rio do Ouro. Quando chegaram ao local a lua já estava p...

O amanhã...

Existem dias que acordamos cheios de incertezas, dúvidas e perguntas. O que vai acontecer? Os sábios dizem que o amanhã ainda não nos pertence. Então, por que sofremos por antecipação? Curiosidade? Seria esse o oitavo pecado capital? Mas, cá entre nós, após o crepúsculo é quase impossível não pensar em algo que bate a nossa porta. Aflição versus insegurança! Briga de titãs no ringue da vida e que o resultado só mesmo Deus para saber. Se as escolhas feitas ao longo da nossa jornada foram às acertadas. O resultado: outras dúvidas. A profissão escolhida na adolescência com tanto amor. Será mesmo a executada? Anos a fio de estudos para quê? Os pedagogos afirmam que conhecimento sempre é aproveitado. Só que em certas situações são estudos que infelizmente serão desperdiçados. Afinal, para sobreviver é preciso adequação. Por exemplo, uma advogada recém formada que não consegue emprego na área? Certo dia recebe uma proposta para trabalhar como vendedora em uma loja de sapatos. A jovem ace...

A sina de um raizeiro

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... Pois estas são apenas algumas descobertas. Que encontramos na vida secreta das plantas (Stevie Wonder). Daniel, um senhor de 70 anos, retira as favas; uma, duas, três (...) segue o ritual debulhando todas em uma bacia de alumínio. Como colcha de retalhos enroscada no arame farpado, às favas contorna e dá vida verde a casa do raizeiro. O legume servirá de alimento não só para ele, mas para toda a vizinhança. Enquanto me aproximo, a cena segue germinando em minha pupila. Sinto um aumento repentino nos batimentos do meu coração. Emoção! Afinal é chegada à hora de compreender a vida deste homem que cultiva: ervas, folhas, raízes (...). Que dos frutos da natureza faz ressurgir a vida. A casa foi construída nos fundos para dar frente às plantas. Donas do pedaço, elas são diversas: erva-cidreira, pinhão manso, hortelã grosso e fino, arruda (...). Daniel, sempre muito simpático, desta vez me repreende pelos trinta minutos de atraso. “Eh, doninha, dá 11 horas, mas, não dá sete heim?...

É preciso romper fronteiras

Há tempos o conceito de analfabeto era não saber ler e escrever. Hoje, o entendimento sobre esta palavra é outro. Para ser considerado analfabeto basta não saber, por exemplo: manusear um celular. Isso mesmo, as pessoas que não conseguem dar a devida funcionalidade aos instrumentos tecnológicos podem ser tachadas de “analfos”. Ser um analfabeto funcional é não deter conhecimentos específicos em determinada área. Como um balconista de uma farmácia que não sabe diferenciar um analgésico de um antialérgico. Além disso, analfabeto funcional na sociedade em que vivemos é não exercer a cidadania ou mesmo, ter o senso crítico para escolher candidatos em uma eleição. Não exercer de maneira coerente o direito de votar. Nos dois pontos abordados; não ter conhecimentos específicos como também não deter senso crítico pode ser o resultado de uma histórica dominação de poder feita por latifundiários aos proletariados. Afinal, não é interessante para eles deixar o povo saber distinguir “alho de b...