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Fé e tradição na folia do Divino Espírito Santo

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“Salve o divino Espírito Santo. Salve o divino Espírito Santo!” Este foi o canto ecoado pelos foliões na chegada à casa do imperador em Porangatu, no norte de Goiás. Os foliões giraram com a bandeira do Divino por 5 dias, fazendas, sítios e residências de Bonópolis, Santa Tereza e Porangatu. Por onde passaram demonstraram fé e gratidão às bênçãos recebidas. “Eu nem iria participar desta folia do Moreira cheguei aqui com uma dor na perna e pedi ao Espírito Santo que aliviasse a minha dor e ela desapareceu. Deu até para dançar um chorado”, sorridente disse o folião José de Barros Garção. Zé Garção começou a participar dos giros de folia na região de Porangatu ainda criança. Hoje além de ser imperador, também é o embaixador desta tradição milenar. “É um orgulho, pois nem todo mundo sabe cantar e em cada pouso é uma história. Tem muito verso que é improvisado na hora, então eu só tenho que agradecer esse dom que Deus me deu”, complementou. O símbolo da Festa do Divino é a mandala d...

Praticamente todos os Córregos de Porangatu estão degradados

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A água que nasce e corre em direção ao riacho e que depois desemboca no ribeirão tem encontrado pelo caminho: lixo, esgoto e descaso. Esse é o retrato de, praticamente, todas as nascentes na parte urbana de Porangatu. Além das pesquisas que confirmam isso, as histórias contadas pelos ribeirinhos são de dar dó. A aposentada, Maria Rosa de Souza, mora no setor Garavel há 30 anos. Antigamente o córrego próximo da sua residência era limpo, bonito e agradável. “Os meninos banhavam, a gente lavava roupa, vasilhas. Eu mesma já lavei roupas nesse córrego. Agora; não tem jeito minha filha, só tem sujeira. Até esgoto escorre para lá”. A sensação que a aposentada diz ter é de morar ao lado de uma fossa, pois o cheiro que o córrego exala é insuportável. Na época da chuva os problemas se intensificam. “É terrível, pois aumenta o mau cheiro. Desce muita sujeira pelas enxurradas”, completa. No setor Jardim Brasília a situação é preocupante. Vários córregos estão sendo aterrados e segundo os m...

O cavalo é especial para muitos da APAE

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O brilho no olhar e a alegria no semblante do garoto Thiago deixa evidente a satisfação que ele tem quando está em cima do cavalo. Quem o vê com essa auto-estima tão elevada, percebe que ali do alto do seu imaginário ele até esquece os momentos que pessoas preconceituosas o nivelaram para baixo. Thiago nos dá uma lição: de que somos todos iguais, independente das diferenças. Thiago faz a equoterapia uma vez por semana. Acompanhado da fisioterapeuta e da pedagoga faz um tratamento complementar de apoio a reabilitação física e mental. “Eu já acostumei com o animal. Gosto muito de andar de cavalo”, disse Thiago Siqueira Pereira. O garoto de 7 anos faz equoterapia desde o início do projeto, dia 9 de agosto de 2010. Segundo a fisioterapeuta, Rosemeire Trevisan, ele melhorou muito o equilíbrio e principalmente a coordenação motora. Ao andar, o cavalo faz com que a pessoa que o monta execute, mesmo que involuntariamente, movimentos tridimensionais horizontais (direita, esquerda, frente ...

Saudades de um jovem sonhador

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Chego ao meu destino. Tomo fôlego e bato palmas. Em minha direção caminha devagar uma jovem que aparenta 18 anos, de bermuda jeans curta, blusinha clara e olhar cabisbaixo. Pergunto a ela se a mãe do Mayêdo está. Ela responde que sim e me chama para entrar. Apresento-me, ela também e sorrimos juntas; pois temos o mesmo nome: Amanda. Antes de entrar para a sala de visitas conheço João Gabriel. Ele vem correndo com os pezinhos descalços. Pára e olha todo sorridente; nem a chupeta azul na boca é capaz de esconder sua simpatia. De imediato percebo que é o filho do Mayêdo, pois herdara uma das principais características do pai, o sorriso. Sento no sofá e aguardo Dona Têcla. Enquanto isso, João Gabriel ronda curioso, aproxima mais e tenta tirar as pedrinhas verdes da minha sandália. O único momento que fica meio retraído é quando ganha de mim um beijo no rosto. Afasta-se, fica vermelho e esconde-se nos braços da mãe. Amanda teve João Gabriel, há 1 ano e 3 meses. Quando perguntei por q...

Início

O fim pode ser doce ou amargo. Pode ser a navalha que corta até sangrar como também um grito de puro êxtase dado após uma conquista. A vida é assim cheia de fins. Fim das estações. De uma gestação. O final do namoro, do noivado, do casamento é regado de choro e até desespero. Como recomeçar? Mas, existe o oposto: a alegria do réveillon. Coincidências ou não um novo recomeço. Fim....

Irmandade Cereana

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O expediente de mais uma sexta-feira chega ao fim. Eurípedes, animado, fecha a porta e despede-se de sua secretária. Uma semana produtiva, pois, os serviços e despachos que a Secretaria de Transportes de Porangatu necessitavam foram feitos. Retornar ao serviço só se o prefeito Trajano o solicitasse. Ao chegar a casa, Eurípedes, beija a esposa e corre para o telefone. O programa de fim de semana já estava todo arquitetado, só faltava a confirmação dos companheiros. De longe, ela o ouve falar que cada um deveria levar um litro de cachaça. - Meu bem pega a garrafa térmica pra mim. Ah, por favor, não esquece aquela vara que gosto tanto. - Sim, mas você volta quando? - Conceição pergunta ressabiada. - Volto domingo. - Não esqueça que você trabalha na segunda, hein?! - Tudo bem. – Responde com um sorriso largo. Depois de uns 20 minutos Eurípedes estava pronto. Afoito, despede-se da mulher e segue para mais uma pescaria no Rio do Ouro. Quando chegaram ao local a lua já estava p...

O amanhã...

Existem dias que acordamos cheios de incertezas, dúvidas e perguntas. O que vai acontecer? Os sábios dizem que o amanhã ainda não nos pertence. Então, por que sofremos por antecipação? Curiosidade? Seria esse o oitavo pecado capital? Mas, cá entre nós, após o crepúsculo é quase impossível não pensar em algo que bate a nossa porta. Aflição versus insegurança! Briga de titãs no ringue da vida e que o resultado só mesmo Deus para saber. Se as escolhas feitas ao longo da nossa jornada foram às acertadas. O resultado: outras dúvidas. A profissão escolhida na adolescência com tanto amor. Será mesmo a executada? Anos a fio de estudos para quê? Os pedagogos afirmam que conhecimento sempre é aproveitado. Só que em certas situações são estudos que infelizmente serão desperdiçados. Afinal, para sobreviver é preciso adequação. Por exemplo, uma advogada recém formada que não consegue emprego na área? Certo dia recebe uma proposta para trabalhar como vendedora em uma loja de sapatos. A jovem ace...