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“Adoraria ser repórter de guerra”

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Valteno de Oliveira O fazer jornalismo é repleto de escolhas. Escolha do veículo no qual deseja trabalhar, da editoria que pretende escrever e claro, das fontes no ato da reportagem. Escolher o estilo e o seguimento do jornalismo demanda um pouco mais de tempo. No meu caso, o literário foi o que mais me encantou. Fiz especialização em Jornalismo Literário pela ABJL e hoje acho que de fato é o que mais se parece comigo, ou melhor, eu me pareço mais com esse modo de reportar: imergir, sentir, contar com descrições, cheiros e acima de tudo experimentar um jornalismo “romance” cheio de vida real.  Bem, não vim aqui para falar de JL – Jornalismo Literário e sim de Jornalismo Investigativo. Este que tem por missão desvendar mistérios e fatos ocultos do conhecimento público. Muito difundido por tornar notícias crimes e casos de corrupção. “Jornalismo investigativo num ambiente de escândalos” foi tema de debate no Intermídias – 2º Congresso e Feira Internacional de Comunicação,...

A atual propaganda política no mundo é tema do Intermídias 2012

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O 2° Congresso e Feira Internacional de Comunicação, Informação e Marketing (INTERMÍDIAS) realizou diversas atividades nos dias 28 e 29 de junho, no Centro de Eventos da UFG. O evento tem por objetivo oportunizar, nos diversos segmentos da comunicação, uma integração entre o universo acadêmico com o mercado de trabalho. Pelo espaço circulam acadêmicos de cursos como: publicidade, jornalismo, relações públicas e biblioteconomia; como também profissionais inseridos nas mais distintas mídias. Cada um buscando o que de fato acredita ser mais interessante. No meu caso fui atrás de novas mídias: redes sociais. A palestra do catedrático emérito da Universitat Autònoma de Barcelona, Mario Herreros Arconada foi uma volta ao passado com os pés fincados no chão. Ele, que também é considerado uma das maiores referencias europeias em propaganda política e autor de dois best-sellers – Teoria e Técnica de Propaganda Eleitoral e Fundamentos da Comunicação Publicitária, mesmo com a ajuda de um t...

A doce Dulce

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Hummmmm! Nunca imaginei saborear uma trufa de chocolate tão recheada de histórias. Por trás deste popular doce que adquiri pelo valor de R$ 2,00 degustei também grandes lições. Professora aposentada de fala fácil. De mesa em mesa ia ela se desfazendo das trufas. Em algumas ainda cantarolava: “Que beijinho doce...” A eficiência é tanta que quando resolvi comprar a minha só restava outras duas. Ela chegou de mansinho. Sorridente perguntou-me se queria uma trufa. De fato não queria. Mas, não resisti tanto encanto. A empatia com Dona Dulce foi imediata. Conversamos sobre tantas coisas. Dentre elas: vida, superação e fé. Vendedora de trufas alegre? Uma raridade! Por isso, quis adquirir sua confiança. Perguntei-lhe se gostava de chocolate. “Demais menina. Lá nos EUA pegava caixas de chocolates da minha filha e escondia debaixo da minha cama. Nem sentia remorso, pois ela dava só uma mordidinha neles e largava pra lá.” Dulce é casada e “alforriada”, como mesma diz. O marido a pediu pa...

Vida X Morte

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Dia após dia lutamos para sobreviver. A mãe que trabalha redobrado para sustentar os filhos. O velho que vende picolés, mesmo em dias de sol a pino. A cada ano, mês, minuto, segundo: pensamos na vida. A morte deixa para depois. Engraçado isso! Até parece que a desconhecemos. Ou que ela não faz parte do nosso trajeto. Sabemos que ela é natural. Mas, não queremos encará-la. Só que de repente ela atravessa no nosso caminho. Talvez materializada em uma colisão frontal entre dois carros. Ou, em um vício consumido anos a fio. Quando ela chega não estamos preparados. Muito menos nossos entes queridos. A imagem de um paciente terminal é de pura fragilidade. O olhar muitas vezes distante encontra-se com os de profissionais que o chamam. “Muitos entram em depressão. Querem se entregar a morte. A minha responsabilidade é chamá-los para a vida” diz de forma amável a psicóloga hospitalar Ana Paula. Ter a experiência que tive de ver um parente em uma UTI – Unidade de Terapia Intensiva- é al...

Amor

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Amo o seu jeito de amar Amo o seu toque e o seu paladar É incrível sentir a evolução desde o primeiro olhar Por isso, certa e sensata digo: amo-te! Confesso que antes não era assim Já pensei em desistir Até partir para não mais te ver Na realidade queria fugir do que me desequilibrava Até descobrir que para obter luz é preciso percorrer a escuridão Para ser calmo é necessário passar por revoltas Errar para acertar E, respeitar! Se o tempo me levar você Ele me trará de volta um outro amor.

O sonho de continuar mestre

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Conhecer pessoas faz parte do meu cotidiano. Descrever, relatar e informar às vezes dói. Às vezes não. Mas, reconheço que contar histórias é sempre uma missão incrível, principalmente, quando me deparo com situações muito adversas da minha. E, quando aprendo com essas vivências é simplesmente fantástico. Em minha recente jornada a comunidade Kalunga* conheci uma jovem diferenciada. Maria Helena é quilombola, mãe e professora que ensina grandes lições. Com o vigor de uma menina e a sabedoria de uma anciã, ela sonha com dias melhores. Aos 14 anos resolveu que teria que casar, pois essa era a única forma de estudar. Afinal, não existia escola na comunidade e seria bem mais fácil na época convencer o esposo do que seus pais que mulher também tinha direito a educação. O casamento não deu certo. Mas, rendeu-lhe três lindos presentes: um casal de filhos e um diploma de ensino médio. Morou em Brasília. E, foi justamente na capital do país que resolveu voltar para suas raízes. Aceitou o cham...

Fé e tradição na folia do Divino Espírito Santo

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“Salve o divino Espírito Santo. Salve o divino Espírito Santo!” Este foi o canto ecoado pelos foliões na chegada à casa do imperador em Porangatu, no norte de Goiás. Os foliões giraram com a bandeira do Divino por 5 dias, fazendas, sítios e residências de Bonópolis, Santa Tereza e Porangatu. Por onde passaram demonstraram fé e gratidão às bênçãos recebidas. “Eu nem iria participar desta folia do Moreira cheguei aqui com uma dor na perna e pedi ao Espírito Santo que aliviasse a minha dor e ela desapareceu. Deu até para dançar um chorado”, sorridente disse o folião José de Barros Garção. Zé Garção começou a participar dos giros de folia na região de Porangatu ainda criança. Hoje além de ser imperador, também é o embaixador desta tradição milenar. “É um orgulho, pois nem todo mundo sabe cantar e em cada pouso é uma história. Tem muito verso que é improvisado na hora, então eu só tenho que agradecer esse dom que Deus me deu”, complementou. O símbolo da Festa do Divino é a mandala d...