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Arrocha

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Zé cutuca a Lu Lu cutuca o Zé Ele sorri Um sorriso largo e falho O dela é cheio de dentes e charme Juntos apertam o passo e rodopiam Salão de xote é lugar sagrado Pro casal, síndico e serviçal Alagoinha é assim Dois pra lá e dois pra cá Muito vucuvucu no dia No outro só quando convém Enquanto a lua tá lá Os casais se juntam, se separam... Alagoinha é assim Dois pra lá e dois pra cá Tem troca de casais Muito swing O Zé arrocha a Lu E ela acha bom!

Primavera

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O passarim e o beija-flor Juntos e sós Dançam como a dama e o vagabundo Rito de espera Pelo desabrochar da margarida E, a vinda da primavera Cantorias, zunidos, zangões Amarelo, azul, laranja Um arco-íris de emoções Na floresta da dona Joaninha Rei é rei Passarim beija a flor Flor é beijada por andorinha Pardal também tem vez O céu vira festa Como carnaval repleto de confetes e serpentinas.

Rei do nordeste

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Não é por acaso que certas pessoas se tornam mitos. Para chegar a essa definição precisei ir além das páginas biográficas. Tive que viajar. Chegar em Caruaru-PE e conhecer o orgulho nordestino estampado no sorriso da vendedora de tapiocas que disse “esse é o nosso Rei do Baião!”. A frase cheia de ênfase foi dita, enquanto colocava a carne seca na tapioca e de rabo de olho prestava atenção na televisão, que na época e horário passava a mini-série “Gonzaga - De pai pra Filho”. Luiz Gonzaga do Nascimento, filho do sanfoneiro Januário José Santos e da dona de casa Ana Batista de Jesus, tornou-se retirante por causa de um sonho. No Rio de Janeiro cantou aos quatro cantos: “quando olhei a terra ardendo. Com a fogueira de São João. Eu perguntei a Deus do céu, ai. Por que tamanha judiação... Que braseiro, que fornalha. Nem um pé de plantação. Por falta d’ água perdi meu gado. Morreu de sede meu alazão. Até mesmo a asa branca bateu assas do sertão...” Quem visita o agreste pernambucano pe...

Sonho distante...

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O desespero bateu na minha porta quando terminei o 2° grau, no Colégio Estadual Waldemar Lopes do Amaral Brito, em Porangatu. Na época, não queria prestar vestibular na unidade da Universidade Estadual de Goiás e o pior é que não tinha outra opção de instituição de ensino superior na cidade. Quero deixar claro que eu não tinha nada contra a UEG, a resistência era porque não queria seguir a tradição da minha família, constituída basicamente de docentes. Lembro-me que nesta época ficava sem graça com a minha mãe, pois queria encontrar a melhor forma de explicar a ela a decisão de não prestar vestibular para licenciatura. A saída, portanto, seria mudar para outra cidade. Recebi o convite do meu pai para tentar o vestibular da Universidade Federal do Tocantins. E fui! A viagem durou 6 horas, afinal de Porangatu a Palmas, capital do Tocantins, são quase 400 km. Tive que ser forte em relação ao meu ideal de fazer a graduação em Jornalismo. Só que para isso paguei um preço alto. A saud...

Somos palhaços

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As pessoas andam cada vez mais sérias. Não é preciso nem dar a volta no quarteirão da sua casa para perceber que ser compenetrado é uma característica bem quista nos dias de hoje. Mais sem graça é descobrir que eu também sou assim (hehehe). Normalmente não conseguimos rir de nós mesmos. Até parece que a vida se resume em compromissos, responsabilidades e encontros marcados de frieza e seriedade. Sábado pela manhã chego ao Centro Cultural Oscar Niemeyer em Goiânia para uma oficina intensiva de “escrita para humor”, uma organização do Verus GladiAtores um projeto da própria casa. Tudo pronto e os professores: Clegis de Assis e Marcelo Marques dão o início, quando eu totalmente sem graça e sem entender o porquê que teria que ficar descalço vou logo afirmando que a oficina que gostaria de fazer era a de escrita. Eles receptivos e sorridentes: “a oficina é essa! Quer dizer esta é de humor físico”. Primeira dinâmica, quem errasse teria que imitar uma barata; detalhe: barriga para cima e...

Atenção respeitável público!

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O espetáculo começa sempre atrás da coxia. Inspiração, concentração, aquecimento e uma prece. Tudo vale! As vezes a mão gela, as vezes a voz treme... Detalhes prévios em toda manifestação artística. Pinceladas de cores na face do ator, que ganham vida para que no palco flua uma interação capaz de arrancar susto, sorrisos e até lágrimas da plateia. Porangatu respira arte o ano inteiro. Os moradores estão acostumados com encenações nas escolas, nas ruas, em praças e até em cima das árvores. Na verdade o local é o de menos. O que importa mesmo é a interpretação, o barulho, o lúdico. Ou seja, o teatro levando alegria para a alma do nortista goiano. Na época do TENPO - Festival Nacional de Teatro de Porangatu, então é só festa! Aplausos e mais aplausos, uma verdadeira reverência dada aos atores que “aterrizam” na cidade durante o festival. Já marcaram presença artistas como Natália Thimberg, Adriana Brito, Helio Fróes, Ivan Lima, Antonio Nóbrega, Françoise Fourton, Hugo Rodas, Elisa L...

Símbolo da mulher livre

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Foto: Raquel Louiz “Brigam Espanha e Holanda Pelos direitos do mar O mar é das gaivotas Que nele sabem voar O mar é das gaivotas E de quem sabe navegar. Brigam Espanha e Holanda Pelos direitos do mar Brigam Espanha e Holanda Porque não sabem que o mar É de quem o sabe amar”. (Leila Diniz) Hoje a mulher brasileira é “livre”. Pelo menos possui a liberdade de ir e vir. Como ir a clubes, praias e cachoeiras do jeito que bem entender. Usar biquíni se tornou normalíssimo, não é mesmo? Essa atitude, na década de 1970 não era bem vista. Na época, Leila Diniz, grávida de 8 meses resolveu expor a barriga e se deixou ser fotografada. Ato de coragem, que a fez ficar eternizada. Posar para uma foto de biquíni? Para mim que nasci na década de 1980 e para tantas outras mulheres parece até não ter tanta relevância assim. Mas, ao assistir o filme “Leila para sempre Diniz” direção de Mariza Leão e Sergio Rezende percebi com nitidez, o quanto essa atriz revolucionou o mundo feminino bra...