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Mãe

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É tanto amor... Doçura, garra e entrega! Abriu mão da própria vida para consolidar a das filhas. É exemplo para tudo que faço É sabedoria em forma de gente Como leonina se fez forte É mãe, pai e acima de tudo a melhor amiga para todas as horas Mãe amo-te para todo o sempre....

A arte de recriar

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É na desilusão que sobra espaço para pensar. Pensamentos muitas vezes escapados pelas mãos, mente e coração. É na queda que ganhamos força para ressurgir. Nem que seja uma subida mínima de um único degrau. É no desemprego que o ganha pão se torna árduo e a criatividade aflora. Assim é para mim, para você e foi para Silvio Di Oliveira. Jardineiro por 18 anos em um hospital particular de Goiânia, Silvio podou ressentimentos e teve que fazer brotar sorrisos, mesmo após uma demissão. Pai de 4 filhos tão acostumado as flores, teve que colher desespero, angustia e medo por alguns meses. Viu-se desesperado tentando encontrar uma saída. - Fiquei igual ‘passarim’ sem asa. Desorientado mesmo. Muitas vezes chorava e desabafava com a minha esposa Irani ‘Fui tão honesto e passando por isso’. Dificuldade, esta da vida, que lança grandes desafios. Silvio encarou o inimigo, ou melhor, o desemprego de frente. Chorou! Caminhou. Bateu em muitas portas. Pediu. Suplicou. Voltou para casa mais um dia...

A luz de Maria

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Maria, Maria, Maria é sorriso, alma e coração. Jovenzinha arretada se fez mulher na cidade de Porto Nacional, estado do Tocantins. Cigana sensual casou, descasou e casou de novo. Hoje vive a alegria dos 63 anos bem vividos. Companheira inseparável do marido Severino de vida severina. Moradora do Itatiaia em Goiânia, capital de Goiás, Maria é daquelas pessoas que não passa despercebida. As saídas sempre rápidas são para o supermercado, a feira e as vizinhas. Ela gosta de um dedo de prosa. Muito carinhosa embrulha em papel de presente as palavras: nega, linda, querida... Pessoas como a dona Maria deviam se multiplicar por mil. As lembranças da infância tornam os olhos dela em fachos de luz. “Oh lugar de fartura. Comia muita melancia. E peixe, então? Adorava os pacus que minha mãe fazia. Ela pescava no rio Tocantins”. Já nessa época dona Maria via muito além do que sua retina registrava. “Eu batia o olho na pessoa e já conhecia a história dela”. “Li muita mão fia. Nunca pedi dinheiro...

Galega Preta

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“Quem te vê chegar Não imagina o que a Europa e a África juntas podem causar Um tom de pele Um tipo de cabelo Tão diferentes, mas a combinar Não dá pra saber,enfim O Brasil é a mistura Eu vou lhe chamar: galega preta, galega preta...” (Tibles) O sorriso inebriante de Núbia Dourado abre caminhos. A voz dela ecoa aos quatros cantos. Composições ritmadas que agitam os rincões do Norte. Músicas que trazem vida e alegria ao povo tocantinense. Essa é a “Galega preta” que nasceu na pacata cidade de Rio Sono, a 143 km de Palmas. A pequenina Núbia ainda não tinha o Dourado no nome, tinha a atitude de uma menina de ouro que sonhava grande. O chamado para o universo da música surgiu nos recreios da escola. Ela adorava cantar para as amigas. Só que um dia, num evento cívico do colégio,a timidez gritou e não a deixou subir ao palco,esse lugar que hoje faz sentir um frio na barriga e a deixa tão feliz e iluminada. “Descobri depois que o que eu mais gostava era o que eu mais tinha medo...

Três sabonetes e nada mais

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Relacionar: dar ou fazer relação! Essa ação escrita no dicionário e tão presente no cotidiano de todos se torna árdua quando se trata de um homem e uma mulher, uma mulher e uma mulher ou um homem e um homem. Brincadeiras a parte. O que proponho aqui é conversar um pouco sobre os relacionamentos amorosos da era do nada sério. Pegação! Ficação! Ato ou efeito de valorizar as coisas rasas da vida. E, o pior é que nesse jogo de sedução barata o amor está banalizado, como se esse sentimento comparado ao jiló, a jaca ou ao quiabo pudesse ser encontrado em qualquer quitanda, feira ou supermercado. Ana Beatriz conheceu João Henrique e foi arrebatador. Olhares, sorrisos, beijos, tesão, sexo selvagem.... No momento: juras de amor. Êpa!? Tão rápido assim? Na hora, Ana assustou e até disse: - Fala isso agora. Quero ver depois!? - Vou te provar que estou sendo sincero! (retrucava João) O rola e enrola durou pouco menos de um mês. Ana Beatriz adentra o banheiro, este que foi testemunha de muitos...

Leve a leveza do amar

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Deseje, um desejo que aperte. Desses que dura uma eternidade. Espere espremer o doce amargo: de não estar com você, pra cultuar a leveza do amor. Suplique: Que o córrego corra e leve certezas, incertezas, farpas e aspas de um sentimento mútuo. Que o rio escorra lágrimas, desavenças, amarras, esperanças... Até rimar um reencontro, um abraço, um laço singelo de estar junto. Que o mar leve mágoas e traga união. Ondas renovadas no amor que refresca e acalenta. Enfim; córrego, rio e mar: leve a dureza e traga a leveza do amar.

Chupa essa...

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Ser traído, quem nunca foi que atire a primeira pedra. Claro que passar por essa situação não é nada agradável. Fingir não saber para em um momento bem oportuno pagar na mesma moeda? Ou descabelar-se e fazer aquele barraco? E, que tal seguir o dito cujo ou a dita cuja para ter provas concretas na hora de pedir uma explicação? Sinceramente todas essas alternativas são vias para um mesmo caminho: o fim de uma relação. Mas, como diz as más línguas até o dia da “descoberta”, muitos por aí se fazem de desentendidos. Possessão, status, filhos... são algumas das justificativas para o famoso “vamos tentar mais uma vez”. Traição! Esse tema me caiu de paraquedas em um episódio muito interessante. Após deixar a minha mãe na rodoviária de Goiânia para o seu retorno à cidade de Porangatu vou para o ponto de ônibus. Primeiro me passa o 270 lotaaado, que mesmo eu dando sinal me deixou a ver navios. Enfim, passo para o outro lado da rua, para esperar o ônibus da mesma linha, que só veio 10 minu...