sábado, 27 de agosto de 2016

O palhaço transformador de vidas


Maneco Maracá nasceu para o picadeiro, para o riso e para os aplausos. O garoto peralta foi batizado como Valdemir de Souza, mas se encontrou como “Maneco” – afinal, com esse apelido cheio de carga positiva se fez artista. O palhaço que brotava dentro de si já aos 4 anos de idade, ganhou notoriedade e prêmios como: “Troféu Sociedade Goiana”, na 11º edição do lançamento de Agenda Sociedade Goiana como destaque cultural, em 2008. Nesse mesmo ano, recebeu do Governo de Goiás e do Conselho Estadual de Cultura o “Diploma de Destaque Cultural”. Em 2010, a “Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira”. Honrarias essas, que não tiraram a simplicidade do incansável operário da cultura.

Maneco é filosofo, diretor circense, ator, educador popular, produtor e pesquisador cultural. A sua arte já atingiu e contagiou milhares de pessoas. O chamado para a área da cultura surgiu nas rodas de prosas e de cantorias entre a família e os amigos, ainda na infância. Mas, a grande guinada na área se deu em 1994, quando ele mudou-se para Goiânia, com a sua companheira Seluta Rodrigues - na época ela já fazia parte de movimentos sociais e do Grupo teatral “Pau-a-Pique” – juntos, tornaram mais audaciosos e fortes, o que resultou no então Grupo de Teatro Laheto, que mais tarde se transformaria no Circo Laheto.

“Amanheço, tomo café, almoço, janto, durmo e passo os finais de semana, feriados pensando, admirando a arte de fazer circo e transformar vidas”. É por esse foco e dedicação, que já encabeçou centenas de projetos. Coordenou o projeto “Arte, Circo e Cidadania”; dirigiu os espetáculos: “História de Goiás no Picadeiro, “Acroloucos”, “Magia e Estripulia”; integrou como palhaço o Grupo “Trupizada”; foi conselheiro municipal de cultura (representando as artes cênicas) e da programação da TV UFG. Além de ter sido presidente da Associação das famílias e artistas circenses (ASFACI). Hoje, com 51 anos segue firme com os compromissos no Circo Laheto e ainda é conselheiro municipal de cultura (Humanidade e abrangência cultural) e integra a rede circo do mundo. Ufa!O palhaço Maneco é mesmo muito versátil.

“Viver de arte e cultura significa fazer malabarismo com a própria sobrevivência e ter habilidades para aprender e desempenhar várias funções, desta forma posso dizer que sou gestor, produtor, fazedor de cultura, ator e palhaço”, não disse!? O mais interessante dessa história é a consciência social dele. “Minha missão é desenvolver com eficácia as ações socioeducativas, através da arte circense para que auxiliem as classes menos favorecidas e marginalizadas pela sociedade”, complementa.

Na visão do artista Maneco a arte e a cultura fazem parte do recheio e o tempero das relações humanas. Afinal; sem a sensibilidade não seríamos humanos. A vida sem a arte e a criatividade seria só calmaria e monotonia. O povo sem cultura: um mero produto! Por tudo isso, devemos nos elevar e dar uma salva de palmas para esse ícone do Circo Laheto, pois ele tem contribuído de forma significativa para a preservação da cultura goiana e para a transformação e a inclusão de crianças e adolescentes.