Artistas de rua seres humanos especiais e elevados

Existem muitos papeis que podemos assumir na vida. Só que nem todos são iguais e isso resulta automaticamente no ser ou não feliz. Há um papel que devemos trabalhar arduamente para não “interpretá-lo” que é o papel de vítima. São inúmeros fatores que nos levam vestir essa armadura. Históricos de quedas, decepções ou mesmo falta de oportunidade, mas nada justifica esse tipo de postura. Afinal, como os pássaros que trazem bons ventos e encantamento para aqueles que assumem o protagonismo de suas vidas. Para os que em algum momento de fragilidade se tornam vítimas passando a apresentar atitudes tóxicas, ou seja, transmitem grande quantidade de energia negativa, porque sua atitude é marcada pelo pensamento negativo ocorre a revoada.

As pessoas que se posicionam no papel de vítimas buscam sempre alguém ao algo para resgatar da desgraça que estão vivendo ou passando. São pessoas que têm uma visão distorcida da realidade, pois idealizam a vida dos outros e não observam com objetividade sua própria existência.

Os entraves servem para a elevação!

Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!


Após três tentativas frustradas de Mario Quintana à imortalidade da Academia Brasileira de Letras diante da insensibilidade dos acadêmicos – que parecem votar com critérios como influência política, poder e prestígio social (e não méritos literários) -, Quitana desistiu. Porém, não se vitimizou, pelo contrário brindou os que lhe atravancaram o caminho com o delicioso e profético “poeminha do contra”.

Portas fechadas nunca deve ser motivo para sofrimentos eternos. Existem janelas e muitos outros caminhos. A jornada de cada arquiteto, advogado, jornalista ou mesmo artista pode ser reescrita a cada momento. Encare isso como desafio cotidiano do ato incrível de viver. Não sente na plateia e espere. Pare definitivamente de reclamar das oportunidades conquistadas, querendo sempre mais e mais. Olhe ao seu redor, tem sempre alguém querendo exatamente o que você adquiriu.

Todas as vezes que ando pela cidade vejo nos artistas de rua seres humanos especiais e elevados. Sem teatro constituído eles têm semáforos fechados para favorecerem a arte que tanto amam. Eles têm as ruas, as ladeiras, as praças e qualquer canto para propagarem o que acreditam. Não se fecharam neles mesmos ou culparam alguém.

A reflexão que faço hoje e quero levar para cada coração é que independentemente da sua circunstância tenha sempre em mente que Deus é Deus. Viva e seja grato!

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